PRINCIPAIS TRATAMENTOS CONTRA A OBESIDADE

  cirurgia bariátrica

Combater a obesidade não é tarefa fácil, mesmo médicos experientes encontram dificuldades em encaixar o melhor método para o obeso. Um tratamento que teve êxito em um paciente pode não ter nenhum efeito em outro. Para combater a obesidade existem hoje uma série de tratamentos que prometem acabar com a obesidade, muitos eficazes, outros apenas comércio.

Veja abaixo os principais tratamentos, mas lembre-se, TODO TRATAMENTO DEVE SER ACOMPANHADO E AUTORIZADO PELO SEU MÉDICO!

 

TRATAMENTO NUTRICIONAL

- Primeiramente, o que se deve fazer é diminuir o valor calórico da alimentação diária, diminuindo o consumo de gorduras, doces e colesterol;

- Controlar as porções, seguindo um guia alimentar como a pirâmide alimentar;

- Diminuir a gordura na preparação dos alimentos;

- Aumentar a ingestão de alimentos ricos em fibras, como frutas, verduras, cereais integrais e feijões. As fibras diminuem as calorias absorvidas, saciam mais rápido, estimula a mastigação, auxiliam a diminuir o colesterol, melhora a função intestinal e também previne o câncer de cólon de intestino;

- Comer devagar e mastigar bem os alimentos. Evite comer na frente da televisão, pois assim, se perde a noção de quanto já se comeu. Coma sentindo o gosto e pensando em que está comendo;

- Não ficar muitas horas sem se alimentar e não pular refeições. Isso faz com que se tenha muita fome na próxima refeição e que se coma além do limite;

- Começar o quanto antes a praticar uma atividade física. Iniciar gradativamente com caminhadas três vezes por semana e a cada mês e a intensificar cada vez mais.

As melhorias aparecem rápido! Com força de vontade, dedicação e responsabilidade, é possível atingir o objetivo de emagrecer com saúde. Uma boa qualidade de vida só é garantida se for possível conciliar mente, corpo e espírito em ótimas condições.

 

TRATAMENTO MEDICAMENTOSO

O objetivo de um medicamento em um tratamento para emagrecer não é acelerar a perda de peso e sim permitir, quando necessário, uma reeducação alimentar mais confortável sem que o paciente fique ansioso com situações de fome ou fenômenos compulsivos. Por isso, nem todos os pacientes precisam de medicamentos para emagrecer.

Como age um medicamento para emagrecer?
Nos últimos anos, as opções para o tratamento medicamentoso da obesidade ganharam impulsos com a descoberta de medicamentos mais modernos e mais seguros permitindo uma personalização do tratamento. Os medicamentos para emagrecer podem agir de três formas:

- Moderando o apetite: femproporex, mazindol e anfepramona.
- Reduzindo a compulsão e aumentando a saciedade: sibutramina efluoxetina..
- Diminuindo a absorção intestinal de gordura: orlistat.

Outros medicamentos como o topiramato (anticonvulsivante) e a bupropiona (antidepressivo), embora sejam de outras categorias terapêuticas, já possuem estudos demonstrando seus benefícios na redução do peso em situações especiais. Quando bem indicado e sob supervisão médica especializada, o tratamento medicamentoso da obesidade é seguro e proporciona bons resultados, sobretudo, quando faz parte de uma proposta mais ampla de mudança de hábitos e adequação alimentar. Convém ainda lembrar que nem sempre estes medicamentos são necessários e compete ao médico avaliar criteriosamente cada caso.

E os resultados são semelhantes em todas as pessoas?
Como os medicamentos agem através de receptores, os resultados podem variar entre indivíduos e, assim, tanto a sua indicação quanto os ajustes das dosagens devem ser feitos por médicos com experiência no manejo desta substância. Os melhores resultados são obtidos quando o paciente participa ativamente do processo de tratamento usando a medicação com regularidade, respeitando as doses e horários prescritos, não interrompendo seu uso precipitadamente e comunicando sempre suas dúvidas ao médico.

E por que existe tanta preocupação em relação a medicamentos para emagrecer?
Uma grande preocupação que se tem hoje e que freqüentemente é motivo de debate nos meios de comunicação é o uso indiscriminado de "fórmulas emagrecedoras" geralmente contendo vários medicamentos, às vezes com dosagens acima do recomendado e com associações perigosas para a saúde. Outro problema sério é a auto-medicação em que o paciente obtém o medicamento sem receita e muitas vezes o utiliza de forma abusiva. Com freqüência, estas fórmulas são obtidas sem avaliação médica adequada e há vários casos em que a medicação é adquirida por telefone, anúncios em rádio/jornal ou até pela internet. E o que é ainda mais preocupante: na grande maioria das vezes os pacientes têm plena consciência do caráter irregular e dos perigos daquele tipo de terapêutica, mas ainda assim se submetem aos tratamentos, seduzidos pela promessa de um emagrecimento rápido e sem esforço.

E quais são os tratamentos que devem ser evitados?
Tratamentos de obesidade à base de diuréticos, laxantes (exceto na presença de outras doenças associadas que requeiram estes medicamentos), "estimulantes da tireóide", placenta, "queimadores de gordura", alcachofra, lipostabil, injeções no tecido adiposo, cremes e adesivos de pele são atualmente contra-indicados não só pela falta de estudos controlados que mostrem sua eficácia, mas também por serem, em muitos casos, potencialmente perigosos para a saúde.

fonte: Instituto Mineiro de Endocrinologia

 

TRATAMENTO CIRÚRGICO

A cirurgia para o tratamento da obesidade ganhou um grande impulso nos últimos anos e vem promovendo uma verdadeira revolução no tratamento de pacientes com obesidade avançada e resistente ao tratamento convencional. As cirurgias mais utilizadas atualmente consistem em uma redução do tamanho do estômago e um desvio de uma parte do intestino. O objetivo é melhorar a saciedade, limitar a quantidade de alimentos ingerida e diminuir a absorção dos alimentos. Algumas cirurgias podem ser realizadas por via videolaparoscópicas diminuindo o tempo de cirurgia e o tempo de recuperação.

Essa cirurgia é segura?
Trata-se de uma cirurgia delicada devido às condições de saúde de quem está se submetendo a ela, pois geralmente é indicada para pacientes com obesidade muito avançada, de longa data e com doenças associadas. A taxa de mortalidade da cirurgia está próxima de 1%. Nos casos bem indicados, os resultados têm sido muito bons com redução em torno de 20% a 40% do peso, dependendo do tipo de cirurgia. Vale alertar que a cirurgia não resolve, por si só, os problemas compulsivos, de excesso de apetite, de sedentarismo e outros aspectos ligados à história de vida do paciente obeso. Por isso, é sempre necessário que haja um acompanhamento nutricional, endocrinológico e psíquico antes e principalmente depois da cirurgia.

Para quem está indicado este tipo de cirurgia?
O tratamento cirúrgico da obesidade tem indicações bem precisas e critérios bem estabelecidos. De uma forma geral, ela está indicada em casos de obesidade classe 3 (IMC maior que 40), com duração de pelo menos cinco anos, sem sucesso com tratamentos clínicos bem conduzidos, com idade entre 18 e 50 anos e depois de afastadas outras doenças endócrinas.

 
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